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Tun...Tun...Tun...Tun...

E de repente naquele momento seu coração pulsava de uma maneira como jamais pudera imaginar. Ao som da canção que iniciara aquela história, a lembrança do falar de duas almas que se prenderam na esperança de serem felizes, foi aí que ela o escutou. Sim, ela escutara seu coração que, naquele momento, driblava a sua mente. A mesma de outrora, a mesma que, ás vezes, lhe conduzia a outros caminhos tão diferentes daquele que ela realmente queria seguir. Caminhos que muita vezes lhe trazia o medo. O medo que agora queria esquecer. E esse medo era sucumbido por uma voz. Uma voz que realçava seus sentidos. Era a voz da impulsividade suspirando em sua alma aquilo que ela a muito tempo desejava fazer.

 

Seu olhar brilhava, incendiava um sentimento que não conseguia ainda definir. Um sentimento que tomava proporções que ela ignorava sentir até ali.

 

E naquele exato momento, ela pegara o telefone. O nervoso e ansiedade se misturavam. Estaria ela sendo ela mesmo? A cada pensamento um número era discado. Um calafrio subira pelo seu corpo enquanto apertava a última tecla numérica. Desligar? Não.... Não podia pensar se não iria fraquejar, iria mais uma vez contra cada emoção. Ela iria até o fim. Seu rosto queimava..suas mãos tremiam. Por que tanto medo? Foi confortada por algumas memórias que lhe vinham a mente. Pensava naquele sorriso...naquela risada que era de um jeito único..das piadas e comentários que só eles entendiam. Lembrava da música. Lembrava dele e nada mais importava. Lembrava da decisão que estava em suas mãos.


E na linha só se ouvia um “tun...tun...tun...tun...tun...tun...”. E ela não podia negar que sua coragem ia se perdendo. Seria mais fácil acreditar que não era para ser?

 

Do outro lado da linha, ele louco para dizer que pensara nela o dia todo. Mal conseguia conter a vontade de falar com ela, a vontade de ouvir aquela voz que lhe acalmava e que fazia ele pensar o quanto era bom estar apaixonado. E ele tentara, mesmo tendo prometido a si mesmo que deixaria ela decidir se realmente queria viver aquele sentimento que mexia com os dois. Sentimento que ele não sabia porque ela tinha tanto medo de assumir.


A vontade mútua de cada um dizer o quanto um pensava no outro. Desejos sufocados por um tun...tun...tun..tun...tun...”



- Postado por: Di às 15h14
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